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Paulínia,30/04/2026

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    Conheça a história da primeira polícia feminina da América Latina homenageada na posse da comandante da PM-SP

    Coronel Glauce Cavalli é empossada como primeira comandante-geral feminina da PM-SP em quase 200 anos e presta homenagem às pioneiras de 1955.


    Conheça a história da primeira polícia feminina da América Latina homenageada na posse da comandante da PM-SP Oficiais na solenidade de passagem de Comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo/ Foto – Pablo Jacob/Governo Estado SP

    O Governo de São Paulo deu posse, nesta quarta-feira (29), à coronel Glauce Anselmo Cavalli como primeira comandante-geral mulher da história da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A cerimônia marcou também uma homenagem às pioneiras que, há 70 anos, fundaram a primeira polícia feminina da América Latina.

    Em seu discurso, a coronel Glauce e o governador Tarcísio de Freitas lembraram as 13 mulheres que ingressaram na então Guarda Civil de São Paulo em 12 de maio de 1955, formando o Corpo de Policiamento Especial Feminino. Conhecidas como "as 13 mais corajosas de 1955", o grupo era liderado pela comandante Hilda Macedo e reunia 12 mulheres selecionadas entre 50 candidatas.

    A origem do grupo pioneiro

    A iniciativa partiu do governador Jânio Quadros, que solicitou ao diretor da Escola de Polícia de São Paulo um estudo para inserir mulheres na atividade policial. O Decreto 24.548, de 12 de maio de 1955, criou formalmente o grupo dentro da estrutura da Guarda Civil. As selecionadas passaram por um curso intensivo de 180 dias.

    À época, a missão das pioneiras era voltada ao amparo social — elas atuavam na proteção de mulheres, idosos, crianças, adolescentes e migrantes, sem envolvimento direto no combate ao crime.

    "Imaginem, naquele tempo, elas entraram e tinham uma missão social, de amparo e assistência. Elas não iam combater o crime. Mas esse tempo mudou. Hoje a PM conta com 11,7 mil mulheres, oficiais e praças. E hoje, a responsável pelo combate ao crime, a grande comandante, é uma mulher", afirmou o governador Tarcísio de Freitas durante a cerimônia.

    Hilda Macedo, a "lendária comandante"

    Antes de liderar o grupo, Hilda Macedo era assistente da cadeira de Criminologia da Escola de Polícia. Em 1953, ela apresentou uma tese no I Congresso Brasileiro de Medicina Legal e Criminologia defendendo a competência igualitária de homens e mulheres na atividade policial — anos antes de a ideia ser colocada em prática.

    Com a criação da Polícia Militar do Estado, em 1970, por meio da fusão da Guarda Civil com a Força Pública, Hilda seguiu carreira na nova corporação e chegou ao posto de coronel. Em seu discurso de posse, Glauce Cavalli a chamou de "lendária comandante".

    Uma conquista histórica e coletiva

    A coronel Glauce foi formada em 1997 pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Em sua carreira, ocupou a diretoria de Logística da PM, o comando do CPA/M-2, a chefia da Coordenadoria de Assuntos Jurídicos e a chefia do Centro de Comunicação Social. É mestre e doutora em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, além de graduada em Direito e Educação Física.

    Ela assume o posto no lugar do coronel José Augusto Coutinho. O subcomando ficará com o coronel Mário Kitsuwa.

    "Ser a primeira mulher a liderar a Polícia Militar do Estado de São Paulo em quase 200 anos não é uma vitória pessoal, mas uma conquista de todas as policiais militares que percorreram um caminho pavimentado, especialmente pelas pioneiras", disse a nova comandante.














    Hoje, a PM paulista conta com 81 mil policiais militares no total — homens e mulheres.






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