Anuário da Reciclagem 2025 destaca papel das cooperativas e reforça impacto de programa da Braskem no setor
Estudo nacional reúne dados atualizados, aponta avanços da reciclagem no Brasil e evidencia desafios estruturais da cadeia
O lançamento do Anuário da Reciclagem 2025, publicado
pelo Instituto Caminhos Sustentáveis (ICS), trouxe à tona um panorama detalhado
sobre a cadeia da reciclagem no Brasil, reforçando o papel estratégico das
cooperativas e destacando iniciativas que impulsionam o setor. A divulgação
ocorreu durante um webinar realizado na última segunda-feira (30), que reuniu mais
de 200 participantes de diferentes regiões do país, entre especialistas,
representantes do setor público, iniciativa privada e sociedade civil.
Em sua 7ª edição, o estudo se consolida como uma das
principais referências nacionais sobre reciclagem, reunindo informações
atualizadas sobre produção, impacto ambiental e inclusão socioprodutiva. Um dos
principais destaques é o papel dos catadores, considerados elo essencial
para o funcionamento da cadeia e avanço da economia circular no Brasil.
De acordo com os dados apresentados, o país conta atualmente
com 3.097 organizações de catadores, distribuídas em todos os estados,
reunindo mais de 72 mil trabalhadores formalmente organizados. Em 2024,
essas organizações foram responsáveis por destinar mais de 2 milhões de
toneladas de resíduos à reciclagem, contribuindo diretamente para a redução
de emissões e preservação de recursos naturais.
O levantamento também evidencia a força econômica do setor,
que movimentou R$ 2,07 bilhões no último ano, com destaque para a região
Sudeste, responsável por mais da metade do faturamento nacional.
Braskem destaca atuação com cooperativas
Durante o evento, a Braskem apresentou resultados de sua
atuação no fortalecimento da cadeia da reciclagem por meio do Programa SER+,
iniciativa voltada à inclusão socioeconômica de catadores e ao desenvolvimento
das cooperativas.
Representando a companhia, Gabriela Gama, do time de
Relações Institucionais e responsável pela estratégia nacional do programa,
destacou a importância de transformar dados em ações concretas:
"Aqui a gente transforma dados e números em
histórias reais, histórias de pessoas, territórios e cooperativas que sustentam
a cadeia da reciclagem no Brasil", afirmou.
Criado em 2009, o programa atua com apoio técnico e
financeiro, focado na profissionalização das cooperativas, melhoria da
gestão e aumento da eficiência operacional. Sua metodologia está estruturada em
quatro pilares:
- diagnóstico
participativo das unidades de triagem - definição
de planos de investimento e consultoria técnica - formação
de lideranças - monitoramento
contínuo de indicadores de desempenho
Desde 2018, já foram investidos mais de R$ 16 milhões,
com atuação em 23 cooperativas em diferentes regiões do país,
especialmente em localidades onde a empresa possui presença industrial.
Na prática, o trabalho envolve proximidade com a realidade
dos cooperados, como destacou a representante:
"Na prática, isso significa sentar no chão do
galpão, ouvir as dificuldades reais da cooperativa e construir soluções junto
com eles, respeitando o ritmo e a realidade local."
Impactos sociais e econômicos
Os resultados do Programa SER+ evidenciam mudanças
significativas na vida dos trabalhadores. Em uma cooperativa no Nordeste, por
exemplo, a renda média dos cooperados saltou de menos de R$ 300 para mais de
R$ 2 mil mensais, após a estruturação da operação e contratação para
prestação de serviços ao município.
Além do aumento de renda, os avanços incluem:
- maior
estabilidade financeira - redução
da rotatividade - fortalecimento
da gestão - reconhecimento
dos catadores como prestadores de serviço ambiental
Segundo Gabriela, o fortalecimento vai além do aspecto
financeiro:
"Quando falamos em fortalecimento, não estamos
falando só de renda. Estamos falando de autonomia, segurança, organização
interna e capacidade de diálogo com o poder público", destacou.
Desafios e necessidade de articulação
Apesar dos avanços, o Anuário aponta desafios importantes,
como desigualdades regionais, limitações operacionais e a necessidade de
ampliação da coleta seletiva no Brasil. Nesse cenário, a integração entre
diferentes atores é vista como essencial para o desenvolvimento sustentável da
cadeia.
"A transformação vem da responsabilidade
compartilhada, de quem descarta os resíduos, de quem coleta, de quem compra, de
quem transforma e de quem investe", reforçou.
O estudo também destaca o impacto ambiental positivo da
reciclagem, especialmente na redução de gases de efeito estufa e preservação
de recursos naturais, além de reforçar a importância das cooperativas:
"A reciclagem não se sustenta sem cooperativas
estruturadas. Quando a base da cadeia é fortalecida, todo o sistema funciona
melhor", afirmou.
Perspectivas para o futuro
Encerrando sua participação, Gabriela Gama destacou a
necessidade de evolução contínua do setor, com foco em dignidade e valorização
profissional dos trabalhadores.
O Anuário da Reciclagem 2025 reforça a importância de
iniciativas que unem geração de conhecimento, atuação prática e articulação
entre diferentes setores, ampliando o debate sobre economia circular no
Brasil e evidenciando o papel de programas estruturados, como o SER+, na
promoção de impactos sociais, ambientais e econômicos duradouros.
Sobre a Braskem
A Braskem é uma companhia petroquímica global orientada ao
desenvolvimento sustentável, com atuação voltada à produção de resinas
plásticas e produtos químicos utilizados em diversos setores, como embalagens,
construção civil, indústria automotiva, agronegócio, saúde e higiene.
Com unidades industriais no Brasil, Estados Unidos, México e
Alemanha, a empresa exporta para mais de 71 países e aposta na inovação
e na economia circular como caminhos para um futuro mais sustentável,
promovendo o uso de materiais de base biológica e reforçando seu compromisso
com práticas éticas e responsáveis.





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