Hospital Municipal de Paulínia passa a receber mais recursos pelo SUS Paulista
Programa do Governo de SP remunera procedimentos em até cinco vezes mais que a tabela federal; região de Campinas pode receber até R$ 125,8 milhões por ano.
Na região de Campinas, atualmente, 17 hospitais municipais estão contemplados Foto: Divulgação/Governo de SP O Hospital Municipal de Paulínia passa a integrar a Tabela SUS Paulista, programa do Governo do Estado de São Paulo que amplia o financiamento da rede pública de saúde. A expansão, anunciada pelo governador Tarcísio de Freitas, inclui 100 hospitais municipais em 77 cidades paulistas e prevê cerca de R$ 760 milhões em repasses anuais.
A medida representa um reforço direto para o sistema de saúde de Paulínia. Com a inclusão do hospital municipal, a cidade passa a contar com uma fonte adicional de recursos para ampliar a oferta de procedimentos de média e alta complexidade atendidos pelo SUS.
O que é a Tabela SUS Paulista?
Criada em 2024, a Tabela SUS Paulista complementa os valores pagos pela tabela federal do SUS em até cinco vezes. O objetivo é corrigir a defasagem histórica na remuneração dos serviços prestados e dar maior sustentabilidade financeira às unidades e municípios.
Até agora, o programa atendia Santas Casas e hospitais filantrópicos. Com a nova etapa, os hospitais municipais — como o de Paulínia — passam a ser contemplados.
Quanto Paulínia e a região podem receber?
A região de Campinas, que reúne 17 hospitais municipais incluídos no programa, poderá receber até R$ 125,8 milhões por ano, de acordo com a produção de atendimentos registrada pelas unidades.
Além de Paulínia, outros municípios da região também integram a nova fase do programa, como Campinas (Hospital Mário Gatti e Complexo Hospitalar Prefeito Edivaldo Orsi), Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Artur Nogueira, Jaguariúna, Indaiatuba e Pedreira.
Resultados do programa até agora
Desde o lançamento da Tabela SUS Paulista, o Governo de São Paulo já repassou mais de R$ 9,7 bilhões a entidades filantrópicas e Santas Casas. No mesmo período, o estado registrou a reativação e abertura de 8 mil novos leitos e a realização de mais de 3,5 milhões de cirurgias eletivas — um recorde histórico.
A expectativa é que a inclusão dos hospitais municipais gere resultados semelhantes, ampliando a capacidade de atendimento público nas cidades beneficiadas.





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