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Paulínia,08/04/2026

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    Paulínia recebe a maior planta de biometano do Brasil; inauguração reuniu Tarcísio de Freitas e prefeito Danilo Barros

    Divulgao
    Paulínia recebe a maior planta de biometano do Brasil; inauguração reuniu Tarcísio de Freitas e prefeito Danilo Barros


    Empreendimento no Ecoparque reforça o protagonismo do município e do Estado na transição energética. Cerimônia destacou a união entre governos estadual e municipal para o avanço da economia circular.





    Neste sábado (7), o município de Paulínia consolidou sua posição como um dos principais polos de energia sustentável do país com a inauguração da maior planta de biometano do Brasil. A agenda oficial de entrega do empreendimento foi acompanhada de perto pelo Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pela secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, Natália Resende, e pelo prefeito de Paulínia, Danilo Barros, reforçando a importância estratégica da cidade para a descarbonização da matriz energética nacional.





    Com o novo empreendimento, o Estado de São Paulo amplia sua liderança isolada no setor. Atualmente, o território paulista concentra cerca de metade da capacidade de produção de biometano do país, abrigando nove das 19 unidades em operação no Brasil, somando um volume aproximado de 700 mil m³/dia.









    Transformação de resíduos em energia limpa





    A nova unidade, batizada de OneBio, está instalada no Ecoparque Paulínia — um complexo ambiental avançado que substitui o antigo aterro sanitário. A tecnologia aplicada purifica o biogás gerado a partir dos resíduos sólidos urbanos depositados no local, transformando o que antes era “lixo” em combustível 100% renovável.





    Raio-X da Nova Planta em Paulínia:






    • Capacidade nominal: 225 mil m³/dia (um terço de toda a capacidade instalada no Estado).




    • Equivalência de consumo: Suficiente para abastecer mais de 1.000 ônibus urbanos.




    • Investimento: Parceria entre a Edge (51%) e a Orizon Valorização de Resíduos (49%).




    • Distribuição: A planta já está conectada à rede de gás canalizado. Em novembro, a Edge firmou contrato para fornecer biometano à fábrica da Unilever em Valinhos, impulsionando a descarbonização industrial da região.





    A agilidade na viabilização do projeto foi um destaque: a unidade recebeu a licença de operação da CETESB em tempo recorde, além da autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).









    Autoridades destacam o futuro sustentável





    Durante o evento em Paulínia, o governador Tarcísio de Freitas ressaltou o papel do Brasil e de São Paulo na transição energética global. “A gente sempre tem discutido muito vocações. O mundo precisa de parceiros confiáveis para gerar energia e nós podemos ser esse parceiro. Etanol, biometano! Essa produção vai nos blindar de choques externos. Aqui a gente tem o futuro”, afirmou.





    A presença do prefeito Danilo Barros ao lado do governador evidenciou a sinergia entre o município e o Estado para atrair investimentos verdes.





    A secretária Natália Resende também celebrou o avanço paulista rumo a uma economia mais limpa. “A maior planta de biometano do Brasil está aqui em São Paulo. Do lixo, a gente transforma, gera biogás, gera biometano e coloca na rede para abastecer a nossa indústria. Essa é a beleza de ter uma economia circular de verdade”, pontuou a chefe da pasta de Meio Ambiente.









    O potencial trilionário do Biometano





    O Governo de São Paulo tem adotado políticas agressivas para expandir o setor, como o licenciamento ambiental simplificado e a recente norma da ARSESP (dez/2025) que viabiliza a interconexão de plantas à rede de gás canalizado por meio da “TUSD-Verde”.





    Um estudo da FIESP, apoiado pelo Estado, aponta que o potencial produtivo paulista pode chegar a 6,4 milhões de m³/dia, o que seria capaz de gerar até 20 mil empregos na cadeia industrial. Com a nova operação em Paulínia e mais oito unidades em fase de autorização, a projeção é que o Estado supere a marca de 1 milhão de m³/dia até 2028.









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